Ana Sousa Santos

PLASTIC ARTIST

O CORPO ARRASTA-SE NO TECIDO CRU

“Tecido que resistes,
Pela fluidez da cor em ti entranhada,
Rasgo-te,
Rastejo,
E em ti me sujo.
Limpo-me do vermelho em que eu estou,
Dispo-me do que é grosso,
Do ruído do que é externo,
Pois nua e sincera me entrego,
Para que recolhas toda a paisagem,
Permanecendo eterno o calor
Que o meu corpo transpira.”

Esbatendo e friccionando – VIII (EXPERIÊNCIA 1)

“O corpo deve encontrar-se não só na atividade, mas também no repouso,
libertar-se da pressão do imediato, do peso das solicitações, abrindo-se em certos instantes sem porquê, como o místico dizia que florescem as rosas. Encontraremos então, finalmente, tempo para contemplar, para deliciar-nos com a audição e o sabor, para sentir o perfume daquilo que passa, para tocar, ou quase tocar, aquilo que permanece.” –

José Tolentino Mendonça

Série de trabalhos, esbatimento com a mão
suporte, papel e tecido
material, carvão diluído e tinta da china


Primeiras impressões – (EXPERIÊNCIA 2)

Série de imagens, impressões digitais das mãos e arrastamentos.
suporte em papel, papel de engenharia, papel higiénico, papel vegetal. Vários cortes e sobreposições
material, tinta da china diluída, acrílico preto e vermelho.


Papel machucado, uso da mão II (EXPERIÊNCIA 3)

Próximas páginas, series de papel machucado com a mão,
suporte, papel e papel vegetal
materiais, tinta acrílica, preto, vermelho, azul